domingo, 11 de abril de 2010

No final das contas

E hoje minha mãe disse: cuidado, hein, meu filho! O mundo está acabando!


Não, não está, eu pensei em retrucar. Comecei a pensar na época em que aprendi sobre o famoso e gigante continente chamado Pangéia (opa, ditongo aberto de 'e' mais 'i' - sem acento. Agora é Pangeia segundo a nova reforma. Isso se aplica a nomes próprios?). Pois é: ele se dividiu e deu origem a todos os que hoje existem - Américas, Africa, Europa, Oceania, Ásia... O planeta mudou, fez tudo o que achou que precisava fazer e deixou de ser o que era, o que foi por milhões de anos. O que o impede de estar fazendo o mesmo agora? Aliás, na minha opinião, nada o impede e, sim, o encoraja. O homem só ajudou para que tudo isso acontecesse.


Se eu paro pra diminuir essa questão de mudanças e falo de algo muito menos abstrato a nossas mentes: nós mesmos, entendo com mais facilidade. Somos todos vulneráveis a tais mudanças: a música, a moda, a televisão, a internet, a tecnologia, a propaganda, o homem, tudo. Por que não a Terra? O planeta tem que ser essa mesmice pro resto dos seus também milhões de anos que faltam? Mas que baboseira essa. Nós é que temos que passar por uma forçada adaptação e aceitar esse fato. E, sejamos francos, não é tão complicado, afinal - agora trazendo isso tudo de hiprocrisia/adaptação do ser para um cenário muito mais paupável - quem nunca se pegou assistindo BBB porque todo mundo assiste ou falando mal porque todo mundo fala? Todo mundo faz o que todo mundo faz, no final das contas.

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