Já tive mil ideias,
mil desejos,
mil vontades de
expressar o que eu sinto ao te
beijar, te tocar, te abraçar.
Já quis contar todas as vezes que,
só ao te encostar tive vontade de
chorar. Gritar. Emocionar.
Às vezes não consigo. E fico,
de castigo. Me coloco na parede
por me achar impotente, oponente.
E sigo em frente.
São só ideias inoportunas,
diurnas, noturnas.
Que não batem à porta, não pestanejam.
Vem sem hesitar.
Assim, como veio meu amor.
Sem dor, com calor, pra você, por você.
São vontades também inoportunas que,
em sua maioria,
continuam pra sempre
vontades e verdades.
Insatisfeitas.
E mesmo assim só crescem,
aparecem.
Do mesmo jeito que esse amor que sinto,
nada sucinto.
Do nada surgiu, como um iceberg que
só mostra um pedaço de si
e, com o tempo, descobre-se todo o resto que,
imerso, está guardado
e ainda está por aparecer.
E é assim que ele é.
Gigante, amante, impressionante.
E por anos e décadas
eu ficaria aqui
a explicar em palavras escritas o que
nem numa enxurrada de palavras ditas,
mesmo que no momento que
meus olhos encontram com os teus,
eu poderia.
E mesmo sem talento, eu tento,
ao relento. Pra mostrar que, por ti, ele é
incomprável,
inigualável,
inesgotável
e imensurável, o meu amor.
3 comentários.:
puta merda, muito lindo!
Lipe, você arraza!
Beijos, Bianca (de friburgo haha)
bom mesmo.
muito bom.
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