segunda-feira, 19 de abril de 2010

Iceberg

Já tive mil ideias,

mil desejos,

mil vontades de

expressar o que eu sinto ao te

beijar, te tocar, te abraçar.

Já quis contar todas as vezes que,

só ao te encostar tive vontade de

chorar. Gritar. Emocionar.

Às vezes não consigo. E fico,

de castigo. Me coloco na parede

por me achar impotente, oponente.

E sigo em frente.

São só ideias inoportunas,

diurnas, noturnas.

Que não batem à porta, não pestanejam.

Vem sem hesitar.

Assim, como veio meu amor.

Sem dor, com calor, pra você, por você.

São vontades também inoportunas que,

em sua maioria,

continuam pra sempre

vontades e verdades.

Insatisfeitas.

E mesmo assim só crescem,

aparecem.

Do mesmo jeito que esse amor que sinto,

nada sucinto.

Do nada surgiu, como um iceberg que

só mostra um pedaço de si

e, com o tempo, descobre-se todo o resto que,

imerso, está guardado

e ainda está por aparecer.

E é assim que ele é.

Gigante, amante, impressionante.


E por anos e décadas

eu ficaria aqui

a explicar em palavras escritas o que

nem numa enxurrada de palavras ditas,

mesmo que no momento que

meus olhos encontram com os teus,

eu poderia.

E mesmo sem talento, eu tento,

ao relento. Pra mostrar que, por ti, ele é

incomprável,

inigualável,

inesgotável

e imensurável, o meu amor.

3 comentários.:

Julia Barreto disse...

puta merda, muito lindo!

B; disse...

Lipe, você arraza!
Beijos, Bianca (de friburgo haha)

Thiago José. disse...

bom mesmo.

muito bom.